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Quinua: o grão livre de glúten

Sandra C. Marasca Martini
Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Saúde Coletiva.
Publicado em 03/03/2016
Há cerca de oito mil anos, os incas já consumiam esse grão, fonte de proteínas e rico em vitaminas, que só recentemente conquistou espaço no cardápio dos brasileiros. A Quinua é considerada uma refeição completa porque possui todos os aminoácidos essenciais, além de ser rica em fibras, carboidratos e vitaminas do complexo B.
Fonte de ferro, cálcio e dos ácidos graxos 3 e 6, pode ser consumida por pessoas com restrições alimentares porque tem baixo índice glicêmico e não contém glúten.
Os ácidos graxos presentes no grão ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, a taxa de cálcio é aliada contra a osteoporose e pressão alta. Os carboidratos da Quinua são metabolizados lentamente e por isso proporcionam sensação de saciedade e energia prolongadas, o que facilita também o processo de emagrecimento. Outro ponto a favor do grão é que as proteínas ajudam no fortalecimento muscular. 
Rica em fibras, a Quinua proporciona sensação de saciedade, fazendo dela uma auxiliar da dieta. E os fitoestrogênios, substâncias naturais que "imitam" a ação do estrogênio no organismo, ainda combatem os sintomas da TPM e da menopausa.
A Quinua tem como ação regular o intestino, aumentar a disposição, retardar o envelhecimento, recuperar as fibras musculares, controlar os níveis de colesterol, glicemia e triglicérides no sangue, combater a anemia, problemas urinários e doenças do fígado, além de prevenir a osteoporose, câncer de mama, doenças do coração e outras alterações decorrentes da carência de estrogênio na menopausa.
A Quinua pode ser consumida em grão, flocos ou farinha e pode ser adicionada em iogurtes, vitaminas, sucos ou na própria comida.